O feriado do Dia do Trabalhador, nesta sexta-feira (01), foi marcado por indignação e desespero para famílias que vivem na Resex Jaci-Paraná, em Porto Velho. Vídeos recebidos pelo vereador Adalto de Bandeirantes revelam uma realidade crítica: estradas praticamente intrafegáveis, atoladas em lama, impedindo o direito básico de ir e vir.
A situação vai além do desconforto e atinge diretamente a educação das crianças, que estão entre as mais prejudicadas. Sem condições de trafegabilidade, alunos não conseguem chegar às escolas, acumulando mais de 70 faltas em apenas dois meses de aulas. O impacto é devastador: o direito à educação está sendo comprometido, enquanto famílias assistem, impotentes, ao prejuízo no aprendizado e no futuro dos filhos.
Produtores rurais também acumulam prejuízos sem conseguir escoar suas produções, e moradores enfrentam dificuldades até mesmo para acessar serviços essenciais. O cenário é de abandono, ou, no mínimo, de paralisia completa do poder público.
Segundo o vereador, o problema se agrava por conta de uma decisão judicial que impede a Prefeitura de realizar a manutenção das estradas e pontes na região. Na prática, o município está de mãos atadas, assistindo à deterioração das vias enquanto a população paga o preço.
Como tentativa de avançar no impasse, uma reunião com um grupo de juízes foi marcada para o próximo dia 05 de maio. No entanto, informações de bastidores indicam que a inspeção judicial presencial na área foi cancelada e substituída por um simples sobrevoo na região, decisão que já gera críticas por parte de lideranças locais.
A justificativa seria evitar um possível caos no dia da audiência, prevista para às 09h, em razão da inspeção judicial determinada pelo ministro Cristiano Zanin, no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 7819/RO, que envolve a aplicação e interpretação da Lei Complementar nº 1.274/2025.
Para Adalto, a substituição da inspeção presencial por um sobrevoo demonstra um distanciamento preocupante da realidade enfrentada pelas famílias. “Quem sobrevoa não sente o atoleiro, não vê o desespero de quem está ilhado. A situação precisa ser vivida no chão, onde o problema realmente existe”, disparou.
A ausência de um posicionamento claro do Ministério Público apenas aprofunda a crise. Sem uma solução concreta, o que se vê é um impasse institucional que penaliza diretamente quem mais precisa.
O caso levanta um debate urgente: até que ponto decisões judiciais e a falta de diálogo entre órgãos públicos podem comprometer direitos básicos da população? Na Resex Jaci-Paraná, a resposta já é visível, e cada vez mais revoltante.
Fonte: Assessoria
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