As Eleições de 2026 registram avanços na participação política das pessoas com deficiência (PCDs) no Brasil. O número de eleitores com deficiência aptos a votar chegou a 1.970.165, frente aos 1.381.348 registrados nas eleições gerais de 2022. O crescimento, de aproximadamente 42% em quatro anos, foi destacado pelo ativista e colunista Jailton Delogo, que chama a atenção para a importância da informação, da consciência cidadã e da representatividade nos espaços de decisão.
Para Delogo, o aumento do eleitorado demonstra o interesse crescente das pessoas com deficiência em exercer seus direitos e participar ativamente da democracia. Segundo ele, o acesso à informação é fundamental para que os eleitores possam analisar propostas e identificar candidatos comprometidos com a acessibilidade e a inclusão.
“É muito importante termos esses avanços. Quanto mais consciente for a pessoa, mais condições ela terá de decidir e de discernir quem melhor a representa”, afirma Jailton Delogo.
O ativista também ressalta que a participação eleitoral deve ser acompanhada de uma avaliação criteriosa dos projetos apresentados pelos candidatos, especialmente daqueles relacionados aos direitos das pessoas com deficiência.
Candidatos ligados à inclusão conquistam espaço no Legislativo
Outro destaque das Eleições de 2026 é o levantamento divulgado pelo Diário PCD, que aponta a conquista de 18 mandatos por pessoas com deficiência ou representantes ligados à pauta da inclusão. A relação reúne dois senadores, nove deputados federais, seis deputados estaduais e um deputado distrital.
O levantamento inclui nomes como Rogério Carvalho e Alessandro Vieira, no Senado Federal; Amom Mandel, Izalci Lucas, Duarte Júnior, Marcos Pollon, Duda Salabert, Thiago Ganem, Rosangela Moro, Aureo Ribeiro e Juliana Cardoso, na Câmara dos Deputados.
Nas Assembleias Legislativas, são citados Mário César Filho, Rodrigo Cadeirante, Cida Ramos, Elika Takimoto, Carlos Giannazi e Kaká do Autismo. Para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, a relação apresenta Robério.
A lista considera tanto pessoas com deficiência quanto políticos que possuem atuação ou vínculo com a defesa dos direitos desse público. Portanto, os 18 mandatos identificados não correspondem necessariamente a pessoas com deficiência, mas também incluem representantes que trabalham com temas como acessibilidade, inclusão e cidadania.
Na avaliação de Jailton Delogo, a presença desses representantes contribui para manter as demandas das pessoas com deficiência em discussão nas instituições públicas.
“É válido citar essas pessoas, porque, embora nem todas sejam pessoas com deficiência, elas são agentes cruciais na mudança da representatividade e apoiam essa causa. A presença de pessoas ligadas à inclusão nos espaços de decisão ajuda a ampliar o debate sobre acessibilidade, direitos e cidadania”, destaca.
Acessibilidade também é parte do processo eleitoral
O crescimento do eleitorado com deficiência ocorre em paralelo à ampliação dos recursos de acessibilidade disponibilizados pela Justiça Eleitoral. Segundo os números apresentados no levantamento, as seções eleitorais com acessibilidade passaram de aproximadamente 156 mil, em 2022, para mais de 220 mil em 2026.
Entre os recursos utilizados para proporcionar maior autonomia durante a votação estão teclados em Braille, sistemas de áudio e ferramentas de acessibilidade voltadas às pessoas com deficiência auditiva, entre outras medidas.
Para Delogo, garantir condições adequadas de participação é essencial para que o direito ao voto seja exercido com autonomia e dignidade.
“As eleições de 2026 marcam um recorde histórico de participação, com quase 2 milhões de eleitores com deficiência aptos a votar. Isso mostra que essas pessoas estão cada vez mais conscientes do seu papel como cidadãs e cidadãos”, afirma.
Participação política vai além do voto
Na avaliação do ativista, o avanço da participação política das pessoas com deficiência não deve ser medido apenas pelo número de eleitores ou de representantes eleitos. Também é necessário observar a capacidade de acompanhar as ações dos agentes públicos, fiscalizar compromissos e cobrar políticas que atendam às necessidades da população.
O fortalecimento da representatividade pode ampliar o debate sobre acessibilidade, inclusão social, direitos e políticas públicas, contribuindo para que essas pautas permaneçam presentes nas discussões parlamentares.
“Quanto mais informada e consciente estiver a pessoa com deficiência, maior será sua capacidade de participar, escolher e cobrar. A cidadania não termina na cabine de votação. Ela continua depois da eleição, acompanhando, fiscalizando e cobrando daqueles que receberam a confiança do eleitor”, ressalta Jailton Delogo.
O ativista reforça ainda que as pessoas com deficiência devem ter condições de participar das decisões que afetam diretamente suas vidas, ocupando espaços na sociedade e contribuindo para a formulação de políticas públicas.
“Não há eleição se todos não puderem participar. Todos nós temos o direito de exercer a cidadania e o nosso direito de escolha”, conclui.
Saiba mais
Para acompanhar as publicações de Jailton Delogo sobre pessoas com deficiência, acessibilidade, inclusão e cidadania, acesse o perfil no Instagram: https://www.instagram.com/jailtondelogo/
Fonte: Jailton Delogo
Siga @tvriomadeira24h para mais Notícias

