Um dos pontos observados pela reportagem do Guajará Noticias foi a Avenida Pimenta Bueno, na região central do município, onde dois locais apresentavam sinais de manutenção recente, porém sem a recomposição definitiva da camada asfáltica. Situação semelhante também é apontada em vias pavimentadas com bloquetes de concreto, onde, após escavações técnicas, o acabamento final nem sempre é restabelecido no mesmo padrão original.
Especialistas em mobilidade urbana destacam que a ausência de recomposição adequada pode gerar impactos diretos na trafegabilidade, aumentar riscos de acidentes, reduzir a vida útil do pavimento e elevar custos futuros de manutenção ao poder público. Em períodos chuvosos, o problema tende a se agravar com infiltrações, erosões localizadas e formação de buracos.
A discussão ganhou força após Porto Velho instituir legislação específica que responsabiliza concessionárias e permissionárias por danos causados ao pavimento durante obras em ruas e avenidas. A norma municipal estabelece obrigação de recuperação integral das áreas afetadas, prazos para recomposição e aplicação de penalidades em caso de descumprimento, incluindo multas administrativas.
No entendimento de moradores ouvidos pela reportagem, medidas semelhantes poderiam ser avaliadas em Guajará-Mirim, com foco na preservação do patrimônio público e maior controle sobre intervenções em vias urbanas. Entre as sugestões apresentadas estão:
comunicação prévia ao município antes das obras;
sinalização obrigatória durante os serviços;
prazo definido para recuperação total do pavimento;
fiscalização técnica após a conclusão;
multas em caso de abandono ou reparo fora do padrão.
A cobrança popular também se dirige à Prefeitura Municipal, sediada no Palácio Pérola do Mamoré, para que estudos técnicos sejam realizados visando modernizar a legislação local e fortalecer a defesa da malha viária urbana.
O tema envolve diretamente qualidade de vida, segurança no trânsito e planejamento urbano. Para muitos moradores, preservar ruas e avenidas significa valorizar a cidade e contribuir para que a Pérola do Mamoré recupere gradativamente sua imagem de organização e desenvolvimento.
Fonte: : rondoniadinamica
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