CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A aprovação provisória do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul nesta sexta-feira (9) gerou reações imediatas e contrastantes dentro e fora do bloco europeu.
Enquanto governos e setores empresariais celebraram o avanço de um tratado negociado há mais de 25 anos, agricultores foram às ruas em diferentes países para protestar contra o que consideram uma ameaça ao setor rural europeu.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que o tratado representa um avanço histórico em um momento de tensões comerciais globais e defendeu o fortalecimento da cooperação entre países.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/O/m/QfQm2kRz2jJN9YJJJzCg/captura-de-tela-2026-01-09-110405.png)
Na Alemanha, o chanceler Friedrich Merz classificou o acordo como um “marco histórico” para a política comercial da União Europeia. Segundo ele, o tratado representa um sinal de força em um cenário global cada vez mais instável.
“O acordo UE-Mercosul é um marco na política comercial europeia e um forte sinal da nossa soberania estratégica e capacidade de ação. Isso é bom para a Alemanha e para a Europa”, afirmou.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/p/0/CLaB6jRda9fkCyT68isQ/captura-de-tela-2026-01-09-093552.png)
chanceler Friedrich Merz classificou o acordo como um “marco histórico” — Foto: X/ Reprodução
Do lado do Mercosul, a reação também foi positiva. O presidente do Senado argentino, Federico Pinedo, afirmou que a aprovação provisória do acordo representa um avanço decisivo após décadas de negociações. A publicação foi compartilhada pelo presidente argentino, Javier Milei.
“É um novo e decisivo passo rumo à aprovação do acordo Mercosul–União Europeia. Um passo importante para o futuro. A Argentina prosperará”, declarou.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/t/k/qLw3oYQVShAw7RWGTD9Q/captura-de-tela-2026-01-09-110150.png)
presidente do Senado argentino, Federico Pinedo, afirmou que a aprovação provisória do acordo representa um avanço — Foto: X/ Reprodução
Outro governo que comemorou o avanço do acordo é a Áustria. A ministra das Relações Exteriores, Beate Meinl-Reisinger, celebrou publicamente a formação de uma maioria favorável dentro da União Europeia.
Segundo ela, o tratado deve trazer benefícios diretos para a economia e para as empresas austríacas. A ministra também defendeu que a UE avance em novos acordos comerciais, como o que está em negociação com a Índia.
Já nas ruas, o clima foi de insatisfação. Na Polônia, fazendeiros protestaram em Varsóvia contra a abertura do mercado europeu a produtos agrícolas sul-americanos.
Na Bélgica, agricultores bloquearam rodovias com tratores e fogueiras, repetindo cenas vistas em outros momentos de tensão entre o campo e as instituições europeias. O principal temor é a entrada de alimentos mais baratos, especialmente carne bovina, produzidos sob regras ambientais diferentes das exigidas na União Europeia.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/5/h/jZkjkbT9uHRJ5oV0w1mQ/2026-01-08t075540z-972352603-rc2vwiahq2uv-rtrmadp-3-france-agriculture.jpg)
Protesto contra acordo de livre comércio UE-Mercosul, em Paris — Foto: Sarah Meyssonnier/Reuters
Governo europeus defendem acordo como estratégico
A Comissão Europeia e países favoráveis ao acordo, como Alemanha e Espanha, argumentam que o tratado vai além do comércio agrícola. Para o bloco, o pacto com o Mercosul é visto como uma forma de reduzir a dependência econômica da China e fortalecer o acesso europeu a matérias-primas estratégicas, como o lítio — metal essencial para a produção de baterias e para a transição energética.
Segundo a Comissão, o acordo garante isenção de impostos para a exportação da maioria desses minerais e ajuda a diversificar as cadeias globais de suprimento.
Defensores do tratado também apontam que a medida pode amenizar os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos durante o governo do presidente Donald Trump, que afetaram produtos europeus.
Em números, o acordo é apresentado como o maior já firmado pela União Europeia em termos de redução tarifária.
A expectativa é de eliminar mais de 4 bilhões de euros por ano em impostos sobre exportações do bloco. Além disso, empresas europeias poderão disputar contratos públicos nos países do Mercosul nas mesmas condições que fornecedores locais — algo inédito nos acordos comerciais do grupo sul-americano.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Y/g/qHUnirTg6XXAKzSOKLJQ/2026-01-08t105923z-1588391653-rc2xwiat2ntg-rtrmadp-3-france-agriculture.jpg)
Agricultores franceses protestam em frente à Assembleia Nacional contra o acordo UE-Mercosul — Foto: Benoit Tessier/Reuters
Críticas
Fonte: g1
PUBLICIDADE

