O texto, que havia sido protocolado pelo Bahrein, previa a adoção de ações para garantir a segurança da navegação na rota estratégica. A discussão ocorreria entre os 15 integrantes do conselho, mas acabou suspensa após alteração na agenda oficial, atribuída ao feriado da Sexta-feira Santa. Até agora, não há previsão para retomada do debate.
Antes da mudança, o Irã já havia sinalizado forte oposição à proposta. Autoridades iranianas indicaram que qualquer movimento interpretado como hostil — inclusive no âmbito diplomático da ONU — pode agravar o cenário e ampliar o conflito na região.
A iniciativa ganhou força após manifestação do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), bloco que reúne países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. O grupo defendeu a necessidade de medidas para assegurar a circulação marítima, considerada vital para o comércio internacional de energia.
Na tentativa de ampliar apoio entre os membros do conselho, o projeto passou por reformulações recentes. A nova redação reforça que eventuais ações teriam caráter exclusivamente defensivo, buscando reduzir resistências, especialmente de países europeus.
Mesmo com ajustes, o texto ainda enfrenta obstáculos políticos relevantes. Rússia e China demonstram resistência e podem barrar a proposta com veto, o que, na prática, inviabilizaria sua aprovação. Analistas apontam que o ambiente diplomático atual segue desfavorável para o avanço da medida.
Fonte: rondoniadinamica
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