A Polícia Militar do Distrito Federal encaminhou um relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 1º de abril, detalhando uma intervenção técnica no sistema de monitoramento do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o documento, o carregador da tornozeleira eletrônica utilizada pelo político precisou ser substituído na madrugada da última segunda-feira, 31 de março. Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de prisão domiciliar de 90 dias, o que exige a manutenção ininterrupta da carga do dispositivo.
A movimentação na residência ocorreu entre 00h34 e 01h03, sob a responsabilidade da policial penal Rita de Cassia Gaio. A servidora é a mesma que, em episódios anteriores, atuou na fiscalização do equipamento após tentativas de violação por parte do ex-presidente. Embora a PM não tenha especificado o motivo técnico que levou à necessidade da troca do componente, a ocorrência foi registrada como parte do protocolo de vigilância rigorosa estabelecido pela Justiça.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, recebeu os dados e poderá solicitar novos esclarecimentos para verificar se houve qualquer tentativa de dano deliberado ao carregador ou se tratou-se apenas de um desgaste natural do hardware. Pela regra da prisão domiciliar, o monitorado tem a obrigação de garantir que a bateria do equipamento jamais se esgote, sob risco de regressão de regime ou aplicação de novas sanções disciplinares imediatas.
Jair Bolsonaro cumpre uma pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão, resultado de sua condenação na ação penal que investigou a trama golpista contra as instituições democráticas. A vigilância constante é um dos pilares da manutenção do regime domiciliar, e qualquer incidente relacionado à integridade da tornozeleira é reportado em tempo real à Corte. A defesa do ex-presidente ainda não se manifestou publicamente sobre os motivos que levaram à falha do carregador substituído.
Fonte: Agência Brasil
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