Rondônia possui um rebanho de 197,4 mil suínos e reúne condições para ampliar a participação da atividade nos mercados nacional e internacional. Além do esforço do produtor, o fortalecimento da cadeia produtiva advém do trabalho da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), que tem desenvolvido ações de vigilância para prevenir doenças que podem comprometer a produção e a comercialização dos animais, derivados e subprodutos.
O cadastro agropecuário da Idaron aponta que em Rondônia há mais 26,7 mil propriedades com criação de suínos, sendo que 98% são criações de susbsistência. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proximidade da região com o Acre, onde há frigoríficos de suínos com Serviço de Inspeção Federal (SIF), também favorece a articulação comercial entre os estados.
A disponibilidade de grãos, como milho e soja, utilizados na alimentação dos animais, é outro fator que contribui para a competitividade da produção local. Nesse cenário, o avanço da atividade comercial e a busca por mercados mais amplos dependem, entre outros fatores, da manutenção das condições sanitárias do rebanho.
VIGILÂNCIA
Entre as principais ameaças à suinocultura está a Peste Suína Clássica (PSC), doença viral altamente contagiosa que afeta suínos e pode provocar elevada mortalidade, especialmente entre os leitões. A ocorrência da enfermidade também pode resultar em restrições à comercialização de animais e produtos de origem suína.
Rondônia nunca registrou ocorrência da doença e, desde 2016, o estado integra a zona brasileira livre de PSC com reconhecimento internacional, condição compartilhada com outras 15 unidades da Federação e que exige a realização de medidas permanentes de vigilância epidemiológica.
Para preservar esse status, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) implantou, em agosto de 2021, o Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos (PIVDS). O programa reúne ações de vigilância e prevenção contra enfermidades de controle oficial, incluindo a PSC, a Peste Suína Africana (PSA) e a Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS). O Brasil também é considerado livre de PSA, cujo último foco registrado no país ocorreu em 1981. Já a PRRS não tem ocorrência registrada em território brasileiro.
O trabalho é realizado por servidores da Idaron lotados em 84 unidades presentes em todo o estado. A atuação da Idaron no PIVDS inclui duas frentes principais: vigilância sorológica e vigilância clínica ativa. As atividades são realizadas em propriedades rurais de diferentes municípios, conforme o planejamento estabelecido pelo Mapa.
O presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, explicou que, na vigilância sorológica, os servidores coletam amostras de sangue de suínos para exames laboratoriais destinados à detecção de PSC e PRRS. “Já a vigilância clínica ativa consiste em visitas às propriedades para inspeção dos animais e identificação de possíveis sinais compatíveis com PSC, PSA e PRRS. Durante as visitas, os produtores também recebem orientações técnicas sobre prevenção e cuidados sanitários.”
Nos ciclos do PIVDS realizados entre 2021 e 2025, a Idaron submeteu 2.479 suínos, distribuídos em 286 propriedades, a exames laboratoriais. Todas as amostras apresentaram resultados negativos para as doenças investigadas. O coordenador do programa em Rondônia, Ney Carlos Dias de Azevedo, informou que, no mesmo período, as equipes realizaram vistorias e inspeções clínicas em 13.459 suínos, distribuídos em 266 propriedades. Segundo ele, não foram identificados animais com sintomas sugestivos das enfermidades monitoradas.
importância do acompanhamento contínuo das criações para identificar precocemente possíveis ameaças sanitárias e reduzir os riscos para a produção estadual”, acentuou o coordenador do programa.
CICLO ATUAL
A Idaron está executando o ciclo 2025-2026 do PIVDS, iniciado em setembro de 2025, com previsão de encerramento em novembro de 2026. O planejamento prevê a realização de vigilância sorológica em 86 propriedades e de vigilância clínica ativa em outras 74, distribuídas pelos municípios rondonienses.
O trabalho é realizado por servidores da agência lotados em 84 unidades presentes em todo o estado. A estrutura permite desenvolver ações de campo, orientar os produtores e acompanhar as condições sanitárias dos rebanhos em diferentes regiões.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a manutenção da zona livre de PSC e o monitoramento de outras doenças de importância sanitária são medidas estratégicas para a suinocultura de Rondônia. “Além de proteger a saúde dos animais, essas ações contribuem para preservar a confiança nos sistemas de produção e inspeção, favorecer a circulação de produtos de origem animal e criar condições para o desenvolvimento da cadeia produtiva”, ressaltou.
Fonte: Secom – Governo de Rondônia
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