Quando enfrentar a Escócia, às 19h (horário de Brasília), nesta quarta-feira (24), o Brasil jogará pela classificação, pela liderança e, principalmente, para dar um recado à Copa do Mundo.
Enquanto os principais candidatos ao título já fizeram suas partidas de exibição, de demonstração de força, a Seleção sofreu contra Marrocos e foi protocolar contra o Haiti. E para buscar essa resposta, Carlo Ancelotti recebe o reforço de sua maior estrela, Neymar.
Vini Jr. está em fase melhor, não há dúvida. E tem cumprido sua missão, com gols, assistências e participação efetiva no ataque. Mas Neymar é o personagem do time.
É sobre ele que pairam as interrogações, as angústias e as expectativas. É o nome dele que gritam crianças no Brasil, na Malásia, em Bangladesh e na Índia, em vídeos que viralizaram nas redes nos últimos dias.
O camisa 10 não será titular. Jogará alguns minutos, resta ver quantos. Dependerá do desempenho da equipe, dos pedidos da torcida e da paciência de Ancelotti. Mas ele está em condições, participou das atividades com os companheiros e mantém sua ascensão. A ponto de Gabriel Martinelli, possível titular na ausência de Raphinha, dizer:
— Vamos correr a mais para potencializar Neymar. Ele está em nível muito alto.
Martinelli deve formar o trio ofensivo da Seleção com Vini Jr. e Matheus Cunha. Ele jogará pela direita para dar o que os técnicos chamam de amplitude e profundidade. Ou seja, ser o velho ponteiro direito que vai ao fundo, e não como os extremos do futebol contemporâneo, que costumam jogar com os pés trocados (os canhotos na direita, os destros na esquerda). Com isso, Danilo pode ser um terceiro zagueiro, liberando Douglas Santos para subir mais.
Nomes, escalações, desenhos e sistemas à parte, o Brasil busca deixar uma mensagem para os adversários. Enquanto a Argentina vê um Messi brilhante, com cinco gols em dois jogos, a França tem em Mbappé um protagonista de quatro gols, a Espanha se recupera com Lamine Yamal marcando seu primeiro gol, Portugal goleia com Cristiano Ronaldo aparecendo, a Seleção ainda não mostrou um potencial que botasse medo e a colocasse na prateleira dos favoritos.
Mas esses são aspectos metafísicos. A partida também tem um efeito prático. Se ganhar e mantiver a distância de gols para Marrocos (hoje está em dois a mais para o Brasil), a Seleção fica em primeiro lugar. Jogará os 16 avos de final contra o segundo lugar entre Holanda, Suécia e Japão em Houston. Se vencer e Marrocos tirar o saldo, cai para segundo e enfrenta o primeiro lugar entre os mesmos três adversários, em Monterrey. Se perder, ficará em terceiro e aí dependerá das demais combinações para saber para onde vai e quem será o adversário.
Vale tudo isso nesta terceira rodada.
Fonte: gauchazh
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