O bombardeio ocorreu no bairro de Ghobeiri, na periferia sul da capital libanesa, reduto do movimento xiita, de acordo com a Agência Nacional de Informação (ANI), órgão oficial do país. O ataque teve como alvo um apartamento onde ocorria uma reunião de dirigentes da força al‑Radwan.
De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, ao menos 11 pessoas morreram na quarta-feira em outros bombardeios no sul e no leste do país.
Em Saksakiyeh, entre Sidon e Tiro, outro ataque deixou quatro mortos e 33 feridos, entre eles seis crianças, segundo o ministério. Quatro soldados israelenses em operação no sul do Líbano também ficaram feridos, um deles em estado grave, após a explosão de um drone na quarta-feira, informou o Exército israelense.
O Hezbollah afirmou ter atacado forças e veículos israelenses em várias localidades fronteiriças do sul do Líbano, em resposta ao que chamou de “violação do cessar-fogo pelo inimigo israelense”.
A aviação israelense voltou a atacar nesta quinta-feira (7) várias localidades do sul do país segundo a mídia estatal, um dia após o bombardeio em Beirute. A cidade de Nabatiye foi particularmente atingida, com ataques ao centro comercial e a prédios residenciais, de acordo com a ANI.
O Exército israelense também ordenou a evacuação de moradores de três vilarejos do sul, localizados longe da fronteira. Na estrada entre as localidades de Toul e Nabatiye, uma ambulância do Comitê Islâmico de Saúde, ligado ao Hezbollah, foi atingida, ferindo dois socorristas, afirmou à AFP o porta-voz da organização, Mahmoud Karaki.
‘Legítima defesa’
Segundo os termos do acordo de cessar-fogo, divulgados pelo Departamento de Estado dos EUA, Israel “reserva-se o direito de adotar, a qualquer momento, todas as medidas necessárias em legítima defesa contra ataques planejados, iminentes ou em curso” do Hezbollah.
“Nós aproveitaremos cada oportunidade para aprofundar o desmantelamento do Hezbollah e continuar a enfraquecê-lo”, disse o comandante das Forças Armadas de Israel, tenente-general Eyal Zamir, durante visita a tropas destacadas no sul do Líbano.
Desde o início de março, os ataques israelenses no país provocaram cerca de 2.700 mortes, mais de 8.200 feridos e um milhão de deslocados.
Nesse período, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) 152 estruturas de saúde foram atingidas, que deixaram 103 mortos e 241 feridos, segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
“Esses ataques levaram ao fechamento de três hospitais e 41 centros de saúde e danificaram outros 16 hospitais”, afirmou em mensagem publicada na rede social X.
Com agências
Fonte: Portal Terra
Siga @TVRIOMADEIRA24h no Instagram e fique por dentro de tudo!

