Moradores da região da Comara, em Guajará-Mirim, denunciaram nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, uma possível prática de maus-tratos e extermínio de animais nas proximidades do trevo do aeroporto. As denúncias chegaram ao Jornal Guajará Noticias por meio de populares indignados com a situação encontrada na localidade.
De acordo com relatos repassados à reportagem, pelo menos cinco a seis carcaças de cães teriam sido localizadas nos últimos dias na área do trevo do aeroporto, levantando suspeitas de mortes provocadas de forma violenta. Um dos denunciantes, que preferiu não se identificar por receio de represálias, afirmou que a situação tem causado revolta entre moradores e defensores da causa animal.
Diante da gravidade das informações, moradores cobram uma atuação mais rigorosa dos órgãos competentes, incluindo fiscalização ambiental, vigilância sanitária e forças de segurança, para que seja realizada uma apuração técnica sobre as circunstâncias das mortes dos animais.
No ordenamento jurídico brasileiro, maus-tratos contra animais configuram crime previsto na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. A legislação foi endurecida pela Lei nº 14.064/2020, que ampliou as penalidades para casos envolvendo cães e gatos.
Conforme a legislação vigente, praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais pode resultar em pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda do animal. Dependendo das circunstâncias apuradas durante a investigação, os responsáveis também podem responder por crime ambiental qualificado, sobretudo em casos de envenenamento coletivo, extermínio ou abandono em massa.
Especialistas na área de saúde pública alertam ainda que a morte irregular de animais em vias públicas pode representar riscos sanitários, devido à proliferação de bactérias, contaminação do solo e atração de animais transmissores de doenças. A situação também exige acompanhamento dos órgãos de zoonoses e vigilância epidemiológica.
Entidades ligadas à proteção animal reforçam que qualquer denúncia envolvendo maus-tratos deve ser formalizada junto à Polícia Civil, Polícia Militar Ambiental, Ministério Público ou Secretaria Municipal de Meio Ambiente, para que sejam adotados os procedimentos legais cabíveis e realizada eventual perícia técnica nos locais indicados.
O Jornal Guajará Noticias acompanha o caso e reforça o apelo da população para que as autoridades competentes realizem diligências na região da Comara, especialmente no trevo do aeroporto, visando esclarecer os fatos, identificar possíveis responsáveis e garantir a aplicação da legislação de proteção animal.
Fonte: Guajará Notícias
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