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A importância da adoção de hábitos rigorosos de higiene na manipulação de alimentos é reforçada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para evitar infecções graves que podem levar a internações hospitalares. Práticas comuns do cotidiano, muitas vezes consideradas inofensivas, estão entre as principais causas de doenças transmitidas por alimentos (DTAs) em Rondônia.
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Um dos erros mais frequentes apontados pelos especialistas é a lavagem de carnes cruas, especialmente o frango. Segundo a nutricionista da Sesau, Adriana Herrig de Castro, a prática é um importante vetor de contaminação cruzada. “Ao lavar o frango na pia, a água não elimina as bactérias, pelo contrário, espalha microrganismos, como a Salmonella, pela bancada, torneira e utensílios. O único método seguro para eliminar esses agentes é o cozimento em temperaturas adequadas”, explicou.
Além da manipulação das carnes, a higienização de vegetais também exige atenção. A recomendação técnica é que frutas, verduras e legumes sejam lavados em água corrente e, em seguida, sejam imersos em solução clorada: uma colher de sopa de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água, por 15 minutos, garantindo a eliminação de parasitas e bactérias.
10 hábitos de higiene na cozinha que protegem a saúde:
- Lavar as mãos antes de manipular e consumir os alimentos: utilizar água e sabão, especialmente antes de iniciar o preparo e após manusear alimentos crus. Antes de fazer as refeições, também lavar bem as mãos;
- Não lavar carnes cruas na pia: o cozimento adequado é o único método seguro para eliminar bactérias como a salmonella;
- Separar alimentos crus dos alimentos prontos para consumo: evitar o contato direto para reduzir o risco de contaminação cruzada. Por exemplo, não corte salada na tábua em que cortou carnes;
- Utilizar tábuas e utensílios diferentes: dar preferência aos utensílios específicos para carnes cruas e outros para alimentos já higienizados ou que já foram cozidos;
- Higienizar corretamente utensílios e superfícies: lavar com água e detergente após cada uso e manter as bancadas de sua cozinha sempre limpas;
- Manter a geladeira limpa e organizada: a limpeza periódica evita a proliferação de microrganismos e odores indesejáveis;
- Armazenar os alimentos de forma adequada: utilizar recipientes fechados e respeitar as orientações de refrigeração;
- Respeitar o prazo de validade dos alimentos: nunca consumir produtos vencidos ou com sinais de alteração (por exemplo: embalagem estufada, enferrujada ou amassada);
- Cozinhar bem os alimentos: certificar-se de que carnes, ovos e outros alimentos estejam completamente cozidos;
- Higienizar frutas, verduras e legumes antes do consumo: lavar em água corrente e utilizar solução clorada para a desinfecção.
Atitudes simples, como lavar as mãos antes de manipular e consumir os alimentos, garantem proteção alimentar
COMO IDENTIFICAR UMA INFECÇÃO ALIMENTAR
As infecções alimentares ocorrem após o consumo de alimentos ou água contaminados por bactérias, vírus ou parasitas. O quadro clínico pode variar de leve a grave, dependendo do agente causador e do estado de saúde da pessoa (idosos, gestantes, crianças e pessoas com imunidade comprometida têm maior risco).
Os sintomas mais comuns incluem: náuseas e vômitos persistentes; dores e cólicas abdominais; diarreia, que pode ser acompanhada de muco ou sangue; febre e calafrios; e sinais de desidratação, como boca seca e sede excessiva.
ONDE BUSCAR ATENDIMENTO
A orientação para a população é observar a gravidade dos sintomas para buscar o local adequado:
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A busca pela unidade de saúde adequada é essencial para um tratamento eficaz
Casos leves: pacientes com poucos episódios de diarreia ou vômitos, sem febre alta, devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência.
- Casos moderados a graves: se houver febre persistente, sinais de desidratação, prostração ou se o paciente fizer parte de grupos de risco, como crianças, idosos e gestantes, a recomendação é buscar as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou serviços de pronto-socorro.
O secretário de Estado da Saúde, Jefferson Rocha, ressaltou que buscar atendimento médico é essencial para o diagnóstico correto e para evitar o agravamento do quadro clínico, como casos de desidratação severa e outras complicações. “A prevenção começa em casa, mas diante do surgimento de sintomas é fundamental procurar uma unidade de saúde.”
Fonte: Secom – Governo de Rondônia
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